Ex-governador Beto Richa é preso no Paraná

Esposa de Beto Richa, Fernanda Richa, e Deonilson Roldo, que é ex-chefe de gabinete do ex-governador, também foram presos.

O ex-governador do Paraná Beto Richa, candidato ao Senado pelo PSDB, foi preso hoje, 11, pelo Gaeco – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP/PR em Curitiba/PR.

O  político é alvo de duas operações: uma realizada pelo MP/PR, pela qual foi preso, e outra da PF, em uma nova fase da Lava Jato.

A investigação do Gaeco é sobre o programa Patrulha do Campo, e a operação foi batizada de “Rádio Patrulha”. Ao todo, são 15 mandados de prisão. A esposa de Beto Richa, Fernanda Richa, e Deonilson Roldo, que é ex-chefe de gabinete do ex-governador, também foram presos. Vale lembrar que Deonilson é réu na Lava Jato e também foi alvo de prisão da PF.

Também foram presos pelo Gaeco o irmão de Beto Richa, Pepe Richa; Ezequias Moreira, ex-secretário de cerimonial de Beto Richa; Luiz Abib Antoun, parente do ex-governador; Edson Casagrande, ex-secretário de Assuntos Estratégicos e Celso Frare, empresário da Ouro Verde.

Operação Piloto

O ex-governador também foi alvo da operação Piloto, decorrente da 53ª fase da Lava Jato, deflagrada hoje pela PF. O objetivo da operação é apurar o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e privados, no Estado do Paraná. São 36 ordens judiciais nas cidades de Salvador/BA, São Paulo/SP, Lupianópolis/PR, Colombo/PR e Curitiba/PR.

A investigação apurou um suposto pagamento milionário, feito no ano de 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, visando possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada.

As condutas investigadas podem configurar, em tese, os delitos de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

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A empresa Ouro Verde emitiu nota informando que prestou serviços de locação de máquinas e equipamentos pesados ao Estado do Paraná durante o período de abril de 2013 a julho de 2015 após sagrar-se vencedora em processo licitatório público, e que cumpriu todas as suas obrigações legais no âmbito de tal contratação. A Ouro Verde ainda afirma que “nega qualquer envolvimento com relação a qualquer ato ilícito, e tem plena convicção de que demonstrará isso de forma cabal às autoridades competentes”.

Fonte: Portal MIGALHAS

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