Projeção de economia em materiais no STJ no ano é de meio milhão de reais

Produzir mais consumindo menos. Esse é o objetivo da campanha de consumo consciente desenvolvida pela Assessoria de Gestão Socioambiental (AGS) do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em relação ao planejamento e uso sustentável dos materiais de expediente.

Nos primeiros cinco meses deste ano, várias unidades do tribunal conseguiram reduzir, em média, 56% do consumo de materiais utilizados em expediente, considerando o mesmo período no ano anterior. A projeção da redução no consumo total para 2016 é de meio milhão de reais.

O resultado positivo se deve à realização do Curso de Elaboração Consciente de Pedido de Material, idealizado pela AGS, em parceria com as Coordenadorias de Suprimentos e Patrimônio e de Compras. O curso é obrigatório para os servidores autorizados a fazer pedido de material de suas unidades.

Educação Corporativa

A capacitação está prevista na Instrução Normativa 3/16, publicada em abril deste ano. Desde então, foram treinadas oito turmas, com 15 alunos cada. E o resultado positivo já apareceu. As unidades que fizeram o curso apresentaram queda considerável na quantidade planejada e consumida de materiais – um impacto relevante no orçamento do Tribunal e, consequentemente, da Administração Pública.

Com essa conscientização, os servidores têm deixado de lado o velho hábito de comprar sem olhar o que ainda tem no armário e sem conferir a quantidade consumida nos períodos anteriores – que geralmente é muito inferior à solicitada ao almoxarifado.

Consumo consciente

Antes de efetivamente colocar o curso em prática, os servidores da AGS fizeram um levantamento da quantidade de materiais solicitados e efetivamente consumidos no âmbito do tribunal. Verificaram que a diferença entre essas quantidades foi de mais de 50%. Em outras palavras, muitos materiais eram pedidos sem necessidade alguma.

A partir desses dados, iniciou-se uma campanha para que as unidades tomassem consciência do desperdício de materiais e, consequentemente, de dinheiro público. Entre diversas ações, foram realizadas Semanas de Descarte, para que os materiais sem uso fossem devolvidos ao almoxarifado.

Nas visitas às unidades, os servidores da AGS verificaram que muitos não tinham conhecimento do procedimento de compra e principalmente do alto custo de se promover uma licitação que, de acordo com o Instituto de Negócios Públicos, custa R$ 12.849,00.

Capacitação

Foi então que surgiu a ideia de elaborar o curso de capacitação para os servidores que fazem o planejamento de compras anual e que solicitam mensalmente os materiais ao almoxarifado. O objetivo principal é que o planejamento de consumo seja igual ao efetivamente consumido em todo o tribunal. Os servidores que não fizerem o curso serão automaticamente excluídos do sistema.

Para a assessora-chefe da AGS, Ketlin Feitosa, o que faltava era informação. “A partir do momento que as pessoas viram que há desperdício, que estão fazendo parte desse processo, se sentiram inseridas nele. O resultado foi automático”, contou.

Ela afirmou que os estudos feitos comprovaram que é possível produzir mais consumindo menos. A prova disso, segundo ela, são os investimentos em melhoria contínua que o STJ tem feito, sendo o mais significativo deles o processo eletrônico.

Da Redação

Fonte: http://www.stj.jus.br/sites/STJ/default/pt_BR/Comunica%C3%A7%C3%A3o/Not%C3%ADcias/Not%C3%ADcias/Proje%C3%A7%C3%A3o-de-economia-em-materiais-no-STJ-no-ano-%C3%A9-de-meio-milh%C3%A3o-de-reais

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