Violência: rebelião em Manaus perde apenas para Carandiru em número de mortos

As quase 60 mortes confirmadas de detentos no Compaj – Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus/AM, nesta segunda-feira, 2, transformam o episódio no segundo no país em número de mortos no sistema prisional, perdendo apenas para o massacre do Carandiru, em 1992. Lá, foram 111 presos mortos pela polícia.

O motim teve início na tarde do domingo, 1º, e chegou ao fim após mais de 17 horas. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, a rebelião teria sido motivada por uma briga entre as facções Família do Norte e PCC. No confronto, cerca de 10 funcionários de uma empresa terceirizada foram mantidos reféns, mas liberados após a rebelião. Muitos detentos também foram mantidos reféns. O número de feridos ainda não foi divulgado. Antes, o Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT) registrou a fuga de 87 presos. Autoridades ainda investigam se os eventos estão relacionados.

O juiz titular da Vara de Execução Penal do TJ/AM, Luís Carlos Valois, liderou as negociações com os detentos. Ele afirma que, por volta das 22h do domingo, sua presença no local foi requisitada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado. O magistrado disse que ficou chocado com o que viu no Compaj. “Nunca vi nada igual na minha vida, aqueles corpos, o sangue…fiquem com Deus!”, escreveu Valois em sua página no Facebook. Veja a íntegra:

Fonte: www.migalhas.com.br

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